De dia, oficina, à noite, bar. Bar?!
Está mais para uma garagem com um trailer, que faz as vezes de som e bar.
Nilson, o dono-DJ-barman, passa as bebidas e o troco, coloca a música (que ele quer) e curte o resto de noite com os freqüentadores. Isso: resto de noite, pois o Garagem só abre à meia noite e fecha às seis da manhã.
O Garagem é um inferninho, sim! Com suas poltronas sujas, sofás maltrapilhos, banheiros imundos, chão sujo de graxa. Mas um bom inferninho! Pra tomar umas cervejas de fim de noite, ouvir e dançar ao som de uma boa música underground. Lá você escuta de Gretchen a Rolling Stones, passando por Raimundos e Beatles. Às vezes, as sete da manhã, ainda tem gente dançando no poste ou arreada nos sofás dos fundos.
Localizado no bairro das Graças, na descida da Ponte da Torre, todos amam (ou odeiam) o Garagem. Freqüentado por patricinhas, mauricinhos, descolados, alternativos, intelectuais, ricos e pobres, o bar, fundado em 1992, possui clientela fiel e os freqüentadores possuem gírias próprias quando querem ir lá: “Vamos garagear”.
Você pode aparecer lá qualquer dia, menos domingo e segunda, e é garantia de cerveja barata e boa música.